7. ECONOMIA E NEGCIOS 30.1.13

1. NAS HLICES DA EMBRAER
2. VOLTA S AULAS

1. NAS HLICES DA EMBRAER
De olho em novas receitas, empresa de aviao celebra parceria com multinacional italiana para produzir helicpteros no Pas
Pedro Marcondes de Moura

BRIGA DE GIGANTES - O desafio da Embraer ser superar a Helibras, hoje dona de 50% do mercado nacional, na disputa por contratos milionrios

Na estratgia de depender cada vez menos do turbulento mercado de aviao comercial, a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronutica) planeja aterrissar em um novo segmento que cresce anualmente em cu de brigadeiro: o de helicpteros. A frota nacional, por exemplo, duplicou de tamanho desde 2008, segundo projees da ABTAer (Associao Brasileira de Txis Areos), e deve crescer mais 50% at 2015. De olho nesse ramo, a companhia, privatizada em 1994, anunciou a assinatura de um memorando de entendimentos com a fabricante de helicpteros AgustaWestland ? controlada pelo conglomerado italiano Finmeccanica ? na segunda-feira 21. O acordo tem como objetivo firmar em meses uma sociedade para produzir em solo brasileiro os modelos da futura parceira. Atualmente, cerca de 50% da frota nacional  composta por aparelhos da empresa brasileira Helibras controlada por europeus, 35% pelas companhias americanas Bell e Sikorsky e 15% pela Agusta. ? um momento importante para a indstria aeronutica brasileira?, resume Milton Arantes Costa, presidente da ABTAer. ?Se na aviao comercial a Embraer chegou ao patamar de empresas como a Boeing, ela tem experincia e capacidade para fazer o mesmo na rea de helicpteros?, vislumbra.

Estudos preliminares realizados pela Embraer, em parceria com a AgustaWestland, apresentaram um grande potencial para a produo e venda de helicpteros bimotores de capacidade mdia, especialmente para atender s demandas apresentadas pela rea de leo e gs. Apenas para suprir esta necessidade impulsionada pelas novas plataformas de explorao martimas brasileiras, especialistas calculam uma demanda de 400 novos aparelhos em uma dcada. Outro mercado em permanente ascenso no Brasil e na Amrica Latina  o do uso de helicpteros por empresas e executivos. No  toa, levantamento da Abag (Associao Brasileira de Aviao Geral), divulgado em 2012, mostra que a capital paulista possui a maior frota urbana do mundo, acima de metrpoles como Nova York. Um movimento que vem se intensificando em outros grandes centros urbanos do Pas que sofrem com problemas de segurana e mobilidade urbana, ampliando oportunidades de negcios no setor.

Um novo horizonte que a parceria entre a Embraer e AgustaWestland pretende alar  a venda de helicpteros tambm para o crescente mercado latino de segurana e defesa. Para isso, a Embraer deve acionar a sua carteira de fornecedores para nacionalizar ao mximo o nmero de itens dos helicpteros produzidos no Brasil. Um ativo importante na disputa que deve travar com a Helibras por milionrios contratos com as Foras Armadas brasileiras, como a concorrncia da Marinha para compra de aproximadamente 25 helicpteros multimisso at 2015. A tarefa, no entanto, ser rdua. Dona de mais de 50% do mercado nacional, a Helibras, controlada pela franco-alem Eurocopter, produz no Pas desde a dcada de 70 e j apresenta modelos com altos nveis de nacionalizao. O planejamento da companhia contempla inclusive metas audaciosas, como a produo do primeiro helicptero 100% brasileiro at 2020. ?Ns j fabricamos 700 helicpteros e temos desenvolvido tecnologia para ampliar cada vez mais a participao do produto nacional em nossas aeronaves. No se consegue isso de uma hora para outra?, declarou o presidente da Helibras, Eduardo Marson Ferreira.

O anncio dos entendimentos entre a Embraer e a AgustaWestland para a fabricao de helicpteros no Pas vai ao encontro da poltica de diversificao de receitas adotada pela empresa brasileira. ?Este  um passo importante para a Embraer, em continuidade  expanso dos nossos negcios?, declarou o diretor-presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado. A estratgia passou a ser adotada oficialmente, em 2010, com a criao de um brao da companhia para negcios na rea de defesa e segurana. Hoje, por meio de aquisies ou parcerias, a Embraer participa de projetos que vo do desenvolvimento do avio de transporte militar KC-390, sistemas de defesa at veculos areos no tripulado, o que corresponde a 18% de suas receitas. Lder mundial no segmento de avies comerciais de at 120 assentos, a Embraer parece deixar o recado aos concorrentes de que o cu no  o seu limite.


2. VOLTA S AULAS
A compra do material escolar  tarefa inevitvel para a maioria dos pais no fim das frias. A seguir, saiba como passar por isso sem prejuzos
por Mariana Queiroz Barboza

O retorno das crianas  escola, onde tero as manhs ou tardes preenchidas com inmeras atividades,  um momento de alvio para muitos pais. Ao mesmo tempo, o fim das frias de vero e a retomada da rotina familiar vm acompanhados de muitas contas a pagar. E se os tributos municipais j pesam sobre o oramento, o que dizer das listas de material escolar? Planejamento, pesquisa e reutilizao so, portanto, palavras que no podem escapar na hora das compras. Em alguns casos at, no h necessidade de obter todo o material do ano letivo de uma s vez, o que alivia o impacto nas contas de janeiro. Itens de uso coletivo e que no tenham funo pedaggica, como materiais de higiene, limpeza e escritrio so proibidos. Isso j est includo no custo operacional financeiro das escolas e no pode ser repassado aos pais, diz Dori Boucault, advogado especialista em direitos do consumidor. Se, mesmo assim, os pais receberem esses pedidos, a orientao  para no compr-los, marcar uma reunio com a direo da escola e denunciar a ao aos rgos de defesa do consumidor (quando a escola for particular) ou  delegacia regional (quando a instituio for pblica). Alm dos gastos com a compra de materiais, deve estar nos clculos o valor de uniformes, transportes e matrculas de cursos extras.

